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Favoritismos do Paulistão #11: veja chances de vitória na rodada

Corinthians só fez gol em um dos cinco jogos como visitante e desafia Santos, que não levou gol em três dos cinco jogos como mandante. São Paulo x São Bernardo tem defesas que menos sofrem finalizações

GLOBOESPORTE.COM / BRUNO IMAIZUMI E VALMIR STORTI


— Foto: Info esporte

Dos cinco jogos fora de casa, o Corinthians só fez gol em um, mas foi no clássico contra o São Paulo, quando colocou muito mais energia em campo e fez dois gols logo no primeiro tempo. No clássico em casa, contra o Palmeiras, foi ao ataque, com 15 finalizações. Na partida contra o São Paulo, em todo o jogo fez apenas quatro finalizações. Dos 12 gols que o Santos sofreu no estadual, oito foram marcados no primeiro tempo.

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Para cada cinco finalizações que o Corinthians faz quando mandante, consegue três como visitante (por jogo, médias 14 x 8,4 finalizações), mas tem sido normal ouvir comissão técnica e jogadores corintianos lembrarem o peso emocional dos resultados ruins em clássicos no ano passado.

Até aqui, o Corinthians parece exaurir seus adversários: dos dez jogos, só em dois concluiu mais do que o adversário, que finaliza mais, não consegue chegar ao gol e vai perdendo as forças. O Corinthians só levou um gol após os 30 minutos do segundo tempo. Do lado santista, no Paulistão a equipe só finalizou mais do que o adversário em três das dez partidas.

Permanência na Série A1 em 2024

Ituano, Ferroviária e Portuguesa começam a rodada com as menores probabilidades de permanecerem na Série A1 do Paulistão em 2024. Dois disputarão a Série A2 no ano que vem. O Espião Estatístico apresenta quais são as chances de cada um ficar na A1 no ano que vem.

O Espião Estatístico apresenta as chances de vitória de cada equipe na rodada do Paulistão. Ao final do texto, apresentamos a metodologia. Como parâmetros, os dados de ataque e defesa dos clubes participantes vão sendo atualizados com dados posicionais dos jogadores em campo ao longo da competição. Ou seja, o modelo vai calibrando seus parâmetros de acordo com o que as equipes produzem nos jogos disputados.

Água Santa x Botafogo

As duas equipes sofreram praticamente o mesmo número de finalizações, o Água Santa com média 12,5 por partida, e o Botafogo-SP com 12,6. A vantagem do Água Santa é ter a terceira maior resistência defensiva, com um gol sofrido a cada 13,9 conclusões contrárias, enquanto o Botafogo-SP levou um gol a cada 9,7 conclusões contrárias. O Botafogo-SP tentará desequilibrar a seu favor por ter o terceiro ataque mais eficaz da competição, com um gol a cada 8,5 tentativas, enquanto o Água Santa fez um gol a cada 10,6, com média 11,7 tentativas por partida, enquanto o Botafogo tem média de 11 chances por jogo. Um dificultador para o Água Santa é ter feito seis dos oito gols (sem contar pênaltis) a partir de jogadas aéreas, mas o Botafogo-SP tem sofrido pelo alto apenas quatro de 11 gols. Já o Botafogo-SP tem seis dos 11 gols em jogadas rasteiras, e o Água Santa sofreu em trocas de passes seis de nove gols.

Inter de Limeira x Guarani

Tecnicamente, a Inter de Limeira ainda tem chances de se classificar às quartas de final, afinal, com seis pontos a disputar, está quatro pontos atrás do líder Bragantino. Inter de Limeira e Guarani estão com dez pontos, mas o Guarani já está eliminado porque o Água Santa abriu sete pontos de vantagem em seu grupo. Sem contar pênaltis, a Inter só conseguiu fazer três gols, todos em jogadas aéreas. O Guarani precisará de cuidados porque sofreu pelo alto oito de 14 gols. Outro problema para o Guarani é que também tem obtido mais sucesso em jogadas aéreas, com cinco de sete gols marcados com bolas altas, mas a Inter de Limeira só levou três gols em bolas altas dos 12 sofridos. É em trocas de passes rasteiros que os adversários levam mais perigo à Inter. A equipe de Limeira está com o ataque menos eficiente do Paulistão, com um gol a cada 30,8 tentativas e média de 12,3 por jogo. Já o Guarani tem um gol a cada 12,6 chances, e embora seja a sexta menor eficiência ofensiva da competição, tem média de um gol por partida.

Bragantino x Ituano

São dois dos quatro ataques menos eficientes do Paulistão, o Ituano com um gol marcado a cada 16,6 tentativas (e média de 11,6 finalizações por partida), e o Bragantino com um gol a cada 23,1 chances (e média de 16,3 por jogo). Nesses patamares de produtividade e eficiência ofensivas, fica a dúvida sobre como se comportarão as defesas: a do Ituano é a segunda menos resistente, com um gol sofrido a cada 9,5 conclusões contrárias (e média de 12,4 finalizações sofridas por partida), e a do Bragantino, a nona, com um gol sofrido a cada 11,3 conclusões contrárias (e média de 10,2 finalizações sofridas por jogo). O Bragantino vem de duas derrotas seguidas após um empate, enquanto o Ituano desde a rodada #6 alterna uma derrota e uma vitória, série confirmada ao perder o jogo adiado da oitava rodada. Pelo padrão, seria vitória do Ituano nesta rodada. Segundos colocados em seus grupos, o Ituano ainda é a terceira equipe com menores chances de permanecer na Série A1 do ano que vem. O Bragantino fez quatro de sete gols em jogadas rasteiras, e o Ituano levou metade dos seis gols assim e metade pelo alto. O Ituano também chegou mais ao gol em jogadas rasteiras, com cinco dos seis gols marcados dessa forma, enquanto Bragantino levou cinco de seis gols a partir de jogadas aéreas. Está difícil de entrar na defesa do Bragantino trocando passes.

São Paulo x São Bernardo

O São Bernardo é o único time da Série A1 que fez gol em todos os seus jogos. O São Paulo só não marcou em dois. Tem potencial para ser um jogaço. Para o São Bernardo é um ensaio geral para pegar o Palmeiras, afinal, ainda luta pelo privilégio de fazer em casa o jogo único das quartas de final. Hoje tem um ponto a menos que o Alviverde no Grupo D e jogará em casa quem tiver melhor campanha. Assim como deverá acontecer nas quartas, o São Bernardo deve ser muito testado pelo alto, afinal, sem contar pênaltis, o São Paulo fez a partir de jogadas aéreas dez de 18 gols, e o Palmeiras marcou assim dez de 14 gols. Saber neutralizar com eficiência o jogo aéreo adversário será fundamental para tentar sobreviver frente ao Palmeiras, nas quartas. O São Bernardo sofreu oito gols, metade em bolas altas. São Paulo e São Bernardo são as duas equipes que menos sofreram finalizações no Paulistão, o São Paulo com média 7,8 por jogo, e o São Bernardo com 9,4. Mas a resistência do São Bernardo está maior, com um gol sofrido a cada 11,8 conclusões contrárias, quinta maior, enquanto o São Paulo levou um gol a cada 9,8 conclusões contrárias, quinta menor resistência. No ataque, o São Paulo é o mais produtivo do Paulistão (média 17,9 conclusões por jogo), enquanto o São Bernardo é o quinto em finalizações (14,4). Porém, é o São Bernardo o time ofensivamente mais eficaz do estadual, com um gol a cada 7,2 tentativas, enquanto o São Paulo fez um gol a cada 9,0 chances. O jogo do São Bernardo é mais rasteiro, tendo feito em trocas de passes 11 de 16 gols. O São Paulo sofreu em jogadas rasteiras quatro de sete gols.

Santos x Corinthians

O Santos é o quarto time que menos sofre finalizações (11,5 por jogo), e o Corinthians é o segundo com mais finalizações sofridas (15,5), só que o Corinthians tem a segunda maior resistência defensiva, com um gol sofrido a cada 22,1 conclusões contrárias, enquanto o Santos sofreu um gol a cada 9,6, terceira menor resistência, um problemaço para enfrentar o segundo ataque mais eficaz do Paulistão, com um gol a cada 8,1 tentativas, enquanto o Santos tem a quarta eficiência, um gol a cada 8,6 chances. Sem contar pênaltis, o Santos tem chegado ao gol com a bola aérea, tendo feito assim sete de dez gols. O Corinthians sofreu seis gols, metade pelo alto e metade por baixo. Já o Corinthians tem em passes rasteiros nove dos 14 gols marcados. O Santos sofreu assim quatro de nove gols.

Palmeiras x Ferroviária

A partida tem fortíssimo potencial para gol do Palmeiras a partir de jogada aérea. Sem contar pênaltis, foi assim que a equipe fez dez dos 14 gols, e a Ferroviária sofreu nove dos 15 gols. Estão nos escanteios as maiores ameaças, com cinco gols a favor do Palmeiras e quatro contra a Ferroviária, equipe que mais sofreu finalizações no campeonato (15,6 por jogo), enquanto o Palmeiras é o quarto que mais permitiu conclusões de adversários (14,2 por partida). O abismo entre os clubes está na resistência a essas pressões: o Palmeiras tem a maior, com um gol sofrido a cada 35,5 conclusões contrárias, enquanto a Ferroviária tem a quinta menor, um gol sofrido a cada 9,8 conclusões contrárias. O ataque, o Palmeiras fez um gol a cada 10,0 tentativas (e média de 16,0 por jogo), enquanto a Ferroviária tem um gol a cada 12,4 chances e média de um gol por partida.

Portuguesa x São Bento

Passa pelo jogo aéreo uma das últimas chances de a Portuguesa se manter na Série A1 do Paulista. Sem contar pênaltis, foi assim que a equipe marcou cinco de seus sete gols, e foi assim que o São Bento sofreu nove dos dez gols. O São Bento também usou bolas aéreas para fazer três de seus cinco gols, e embora a Portuguesa tenha sofrido metade dos 14 gols pelo alto, a baixa produtividade ofensiva do São Bento é um problema. A equipe é a quarta menos produtiva (11,0 finalizações por partida) e ainda a terceira menos eficaz, um gol a cada 22 chances ou um gol a cada dois jogos. De qualquer modo, a Portuguesa está com a menor resistência defensiva do campeonato, um gol sofrido a cada 7,3 conclusões contrárias e média de 12,4 por partida.

Santo André x Mirassol

O Mirassol fez, e o Santo André sofreu praticamente metade dos gols após jogadas aéreas; e o Mirassol tem o quarto ataque mais produtivo (15,2 finalizações), embora com a quinta menor eficiência, um gol a cada 12,7 tentativas. O Santo André é a sexta equipe que mais sofre finalizações (13,7), com média de um gol sofrido por partida, a quarta maior resistência defensiva. Dos 11 gols que levou, o Mirassol sofreu sete em jogadas aéreas, sendo seis em cruzamentos. O Santo André já fez dois em cruzamentos, além de três rasteiros, apenas; até aqui, é o ataque menos produtivo (9,9 finalizações por jogo), com o mediano desempenho de um gol a cada 12,4 tentativas.

Metodologia

O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo), combinado com o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações massivas para gerar resultados. O estudo foi desenvolvido a partir de dados de diversas fontes, como CBF, Globo e Footstats.

Vale ressaltar que campeonatos de pontos corridos, como o Brasileirão, são mais fáceis de prever porque a influência do acaso tende a ser diluída entre as 38 rodadas, diferente de apenas 12 rodadas da primeira fase do Paulistão. Para os primeiros jogos do ano, a tarefa é mais difícil, já que o acaso tem peso maior e não sabemos exatamente como virão os times após mudanças de elenco (e para alguns treinadores) e sem ritmo de jogo.

*A equipe do Espião Estatístico é formada por: Guilherme Maniaudet, Guilherme Marçal, João Guerra, Leandro Silva, Roberto Maleson, Valmir Storti e Vitória Lemos