Policial
PF fecha “hotel do crime” em Dourados
Em termos empresariais, local era um hub logístico: entreposto de mercadorias de origem paraguaia
ALINE DOS SANTOS / CAMPO GRANDE NEWS
A PF (Policia Federal) fechou “hotel do crime' em Dourados e sequestrou R$ 3 milhões de grupo suspeito de atuar em contrabando e descaminho. Deflagrada nesta quarta-feira (dia 23), a operação Toque de Silêncio cumpre mandados de prisão preventiva, busca e apreensão, sequestro de bens e a suspensão da atividade econômica do hotel, que era utilizado como depósito e entreposto para logística. Todos os mandados são em Dourados.
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A Polícia Federal (PF) desmantelou um 'hotel do crime' em Dourados, onde um grupo suspeito de contrabando e descaminho operava, sequestrando R$ 3 milhões e cumprindo mandados de prisão e busca. A operação, chamada Toque de Silêncio, revelou que o hotel servia como um entreposto logístico para mercadorias ilegais, principalmente de origem paraguaia. Durante a ação, foram apreendidos diversos produtos contrabandeados, e os detidos confirmaram a participação do sócio proprietário do hotel nas atividades ilícitas. As mercadorias apreendidas serão enviadas para o depósito da Receita Federal em Ponta Porã.
Os policiais e a Receita Federal atuam num desdobramento da operação Fronteira Legal, que foi realizada em 23 de setembro de 2021. Com o aprofundamento das investigações, foi identificado que os investigados utilizavam o hotel para apoio aos crimes. Em termos empresariais, era um hub logístico. Ou seja, um entreposto de mercadorias ilegais de origem paraguaia.
“Ainda se verificou que os investigados buscavam esquivar-se da ação policial/fiscal, evitando abordagens policiais ante a proteção constitucional do domicílio e também estabelecer a troca de ‘equipes’ com divisão de tarefas e fracionamento do percurso, além da divisão da mercadoria de forma que, em caso de apreensão, essa não fosse perdida em sua totalidade', aponta a PF.
Na investigação, pessoas foram presas em flagrante por contrabando de cigarros, perfumes, eletrônicos, relógios, roupas, equipamentos para a pesca, essência de narguilé, máquina de fazer aplicação de película de celular. Em depoimento, os presos relataram que iriam armazenar seus produtos no hotel e muitos deles ratificaram a participação efetiva do sócio proprietário do estabelecimento.
As mercadorias apreendidas durante a ação serão levadas para o depósito da Receita Federal em Ponta Porã.
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