Militar do Exército é preso por bater na sobrinha e alegar ser 'jeito de educar'

Subtenente possui a guarda da criança e foi denunciado por agredir a menina e a esposa

ANTONIO BISPO / CAMPO GRANDE NEWS


Bairro onde o militar mora e ocorreu a prisão (Foto: Reprodução/Google Maps)

Subtenente do Exército Brasileiro, de 51 anos, foi preso, nessa terça-feira (17), após ser denunciado por agredir e causar maus-tratos contra a sobrinha, de 10 anos, de quem possui a guarda. O caso aconteceu no bairro Coophatrabalho, em Campo Grande.

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Um subtenente do exército brasileiro, de 51 anos, foi preso em Campo Grande após agredir sua sobrinha de 10 anos, da qual possui a guarda. A esposa do militar denunciou que ele causou lesões à menina e que as agressões eram frequentes, incluindo controle sobre sua alimentação. O subtenente admitiu as agressões, alegando que era seu 'jeito de educar'. Ele foi preso em flagrante e o caso registrado como violência doméstica e maus-tratos contra menor, enquanto o Comando Militar do Oeste não se pronunciou sobre a situação.

Conforme boletim de ocorrência, equipe da PM (Polícia Militar) realizava rondas pela região, quando foram abordados pela esposa do militar. Aos agentes, a mulher contou que o marido havia agredido a sobrinha, causando lesão no antebraço e dedo polegar direito da menina.

Os policiais foram até a residência e, quando questionado, o autor confirmou os fatos e alegou que esse “era o seu jeito de educar'. Afirmou, ainda, que isso não configurava “nenhuma situação irregular'.

A esposa do subtenente disse que as agressões são frequentes, sendo que em algumas situações, a menina é controlada até de abrir a geladeira, regulando a alimentação dela. Ainda segundo a testemunha, o homem fala o tempo todo que “a casa é dele, ele quem paga as contas e que irá mandar ela embora'.

Diante da situação, o militar foi preso em flagrante e levado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, onde o caso foi registrado como injúria no âmbito da violência doméstica, maus-tratos praticados contra menor de 14 anos e violência psicológica contra a mulher.

O CMO (Comando Militar do Oeste) foi procurado pela reportagem, mas não retornou até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

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