APAE afirma não ter relação com ex-coordenador preso suspeito de desvio de verba

Em nota, a Associação relata que foi vítima da situação e que tem colaborado integralmente com as autoridades

KETLEN GOMES E VIVIANE OLIVEIRA / CAMPO GRANDE NEWS


Paulo Henrique, ex-coordenador da Apae (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Após a segunda prisão de Paulo Henrique Muleta, ex-coordenador da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), a entidade divulgou nota em que afirma não ter qualquer relação com o investigado e reforça estar colaborando integralmente com as apurações desde o início das investigações.

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A Apae destaca que foi vítima da situação e que, ao longo de seus 57 anos de existência, “sempre atuou com ética, seriedade e total transparência na gestão dos recursos, prezando pelo compromisso com as pessoas com deficiência e suas famílias'. A instituição também afirma que jamais compactuou com irregularidades e mantém dedicação exclusiva ao atendimento e bem-estar dos seus usuários.

Paulo Henrique Muleta de Andrade foi preso pela segunda vez na manhã desta segunda-feira (11), na Operação Occulto, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), com apoio do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção). A ação ocorreu em Campo Grande e Camapuã, onde foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão.

A investigação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) aponta que, desde 2021, o ex-coordenador da associação e outros suspeitos utilizaram empresas de fachada para simular a venda de produtos à rede pública de saúde e desviar recursos repassados pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) para atender pacientes ostomizados.

O prejuízo estimado é de R$ 8.066.745,25. Os desdobramentos da investigação revelaram a continuidade da prática criminosa, com reiterados crimes de lavagem de dinheiro, usados para ocultar o destino do montante desviado dos cofres públicos.

Além disso, um dos investigados é acusado de obstrução da Justiça. Mesmo submetido a medidas cautelares, ele teria tentado dificultar as investigações ao burlar uma ordem judicial de sequestro de bens e afastar cerca de R$ 500 mil de seu alcance.

O nome da operação, Occulto, faz referência às estratégias utilizadas para ocultar o dinheiro desviado. A escolha também considera o pedido de cidadania italiana feito por Paulo Henrique, supostamente com a intenção de deixar o país. Ele já havia sido preso em dezembro de 2023, na Operação Turn Off, pelo desvio de recursos públicos.

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