Economia

A Tempestade Perfeita: Banco do Brasil é o sinal fraco

Presidente dos EUA Donald Trump, após a conversa com o russo Vladimir Putin

CORREIO DO ESTADO / MICHEL CONSTANTINO


Michel Constantino - Divulgação

A presidente do Banco do Brasil (BBAS3) disse estar surpresa com o resultado. O BB registrou no segundo trimestre de 2025 seu pior desempenho financeiro em quase cinco anos, com lucro líquido ajustado de apenas R$ 3,8 bilhões, representando uma queda vertiginosa de 60% em relação ao mesmo período de 2024. Este resultado catastrófico não apenas surpreendeu o mercado financeiro, que esperava R$ 5 bilhões, mas também expôs falhas estruturais na gestão de risco da maior instituição financeira pública do país.

A análise detalhada dos números revela que esta crise não foi um evento isolado, mas sim o resultado de uma convergência de fatores que poderiam ter sido antecipados através de indicadores econômicos e setoriais disponíveis. Na coluna desta semana examino as causas fundamentais desta debacle financeira, uma marca da gestão das estatais no governo vigente.

O segundo trimestre de 2025 ficará marcado na história do Banco do Brasil como um divisor de águas. Os R$ 3,8 bilhões de lucro líquido ajustado representam não apenas uma queda brutal de 60% em relação aos R$ 9,5 bilhões registrados no mesmo período de 2024, mas também o pior resultado trimestral desde 2020, quando a pandemia de COVID-19 assolou a economia global.