Política
Testemunhas de Pollon faltam e Van Hattem diz que julgamento é pior que ter mandato suspenso
O JACARé/BY ESPECIAL PARA O JACARé
O deputado federal Marcos Pollon (PL) voltou a ser julgado no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (03). Ele, que teve um ‘piripaque’ no final do ano, após a primeira fase do julgamento, alegou que deveria estar fazendo exames ao invés de participar do julgamento.
A primeira sessão após o recesso foi marcada pela ausência de testemunhas de Pollon. Apenas a advogada Carolina Barreto Siebra e o deputado Sargento Gonçalves (PL-RN) participaram. Os deputados Zucco (PL-RS) e delegado Paulo Bilynksyj (PL-SP), não participaram por estar em viagem a trabalho; Maurício Marcon (PL-RS) e Alberto Fraga (PL-DF) também faltaram.
Também acusado de quebra de decoro pelo motim que tomou a Mesa Diretora e a cadeira do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) relatou que havia um acordo para que as audiências no Conselho de Ética ocorressem a partir da segunda semana de fevereiro.
Van Hattem declarou que o julgamento por si só já é uma punição maior do que uma eventual suspensão do mandato por 30 ou 90 dias.
“Fomos informados que a reunião só seria retomada após o Carnaval, passei o recesso fazendo check-up e marquei meus exames para essa semana e após eu ter informado a presidência dessa comissão, foi marcada a audiência”, declarou Marcos Pollon.
Em seu depoimento, o deputado Sargento Gonçalves (PL-RN) disse que se envergonha da forma como o Conselho de Ética tem se portado.
Marcel Van Hattem também criticou o julgamento. “Para mim a punição de 30 dias ou de 90 dias por mais injusta que seja, e tenho convicção de que não será adotada, é menos punitiva do que o processo que estamos sofrendo aqui', discursou.
“Nós estamos realmente contrariados com o fato de que as audiências de oitivas têm sido marcadas às vezes em desacordo com outros acordos que são feitos. Para mim a pior parte de tudo que estamos sofrendo já é esta', finalizou.
A sessão foi encerrada pelo presidente em exercício, deputado Delegado Marcelo Freitas (União-MG), após o retorno do almoço. Na próxima terça-feira (10), serão ouvidos os depoimentos de Paulo Bilynksyj e Zucco, graças à justificativa de estarem em missão oficial. Maurício Marcon e Alberto Fraga perderam a oportunidade de participar como testemunhas.
Nesta quarta-feira (4) haverá a discussão e votação de parecer preliminar da representação do Partido Novo contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), por quebra de decoro parlamentar. A reunião será às 14 horas, em plenário a definir.
