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Papa Leão XIV envia mensagem aos bispos do Brasil reforçando o apelo pela paz
O discurso ocorreu após uma série de provocações do presidente Donald Trump, iniciadas no último domingo, 12
CORREIO DO ESTADO / ESTADãO CONTEúDO
O Papa Leão XIV enviou uma mensagem nesta semana para os bispos reunidos na 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O evento, que teve início na quarta-feira, 15, acontece em Aparecida (SP) até a próxima sexta-feira, 24. A assembleia acontece no contexto das comemorações dos 200 anos das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé. Na carta, o Papa saúda os bispos, faz referência a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e expressa proximidade, esperança e paz diante dos conflitos armados. 'Num mundo marcado por violentos conflitos armados, devemos com urgente insistência suplicar ao Príncipe da Paz que ilumine os corações e as mentes dos líderes das nações envolvidas nas guerras atuais', diz o pontífice no documento divulgado pela CNBB. Em seguida, ele afirma que a verdadeira paz não significa ausência de conflitos. 'A convivência pacífica nasce do reconhecimento do valor do outro, da consciência de que somos todos irmãos, criados por Deus à sua imagem e semelhança'. Ainda na carta, lida na conferência pelo padre Leandro Megeto, o pontífice também recorda o ensinamento da Encíclica Fratelli Tutti, do Papa Francisco, ao afirmar que todos são 'iguais nos direitos, nos deveres e na dignidade'. Por fim, o papa agradece o empenho pastoral dos bispos em manter canais abertos de diálogo com as autoridades civis, tornando concreta e efetiva essa 'longeva relação institucional nos vários recantos do vosso amado País'. Conforme a CNBB, os bispos do Brasil se encontram na conferência para 'refletir os desafios e as oportunidades do tempo presente, à luz do Evangelho e das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora'. Nesta mesma semana, durante pregação em Camarões, Leão criticou um 'punhado de tiranos', que, segundo ele, estão devastando o mundo com guerras e exploração.
O discurso ocorreu após uma série de provocações do presidente Donald Trump, iniciadas no último domingo, 12, quando afirmou que o papa deveria 'parar de ceder à esquerda radical' e o chamou de fraco no combate ao crime e péssimo em política externa.
